China: mercado de oportunidades

Publicado em 17 de novembro de 2017

O programa Brazilian Future tem o objetivo de aumentar as exportações de marcas brasileiras, indicar direções estratégicas para empresas do setor, promover o desenvolvimento para exportar e alavancar oportunidades de negócios. É desenvolvido pela Abicalçados (Associação Brasileira da Indústria de Calçado) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex – Brasil). A Missão Exploratória China foi uma das atividades desenvolvidas pelo programa e na última segunda-feira (13/11) o polo de Birigui recebeu a apresentação dos resultados da viagem, na sede do Sinbi.

Roberta Ramos, gestora de projetos na Abicalçados, explicou que desde 2009 a China é alvo de estudos pelas entidades e que trata-se de um mercado muito dinâmico. “A China muda muito rápido, então a gente não conseguiu manter uma estratégia para permanecer durante os anos, precisamos ir se adequando as mudanças que o mercado apresentava. Dessa vez, identificamos que era o ano do e-commerce na China e tinham novos formatos, um deles é o cross-border”, disse Roberta. Essa novidade, na qual a gestora se refere, é a venda de produtos para outros países, ou seja, quando os consumidores compram diretamente, de maneira on-line, produtos localizados em outros países e/ou jurisdições.

Isabel Fontoura, analista de negócios internacionais da Apex- Brasil, participou da missão e trouxe detalhes sobre as tendências no mercado chinês. “Esse é um país prioridade para a Apex, ele é o principal parceiro comercial do Brasil, mas ainda é visto com muito receio pelos empresários, como um grande concorrente. A missão teve dois focos: explorar plataformas de e-commerce e B2C e entender esse ecossistema. O Tmall.com, JD.com e Thelittleredbook.com são as principais”, contou Isabel.

O PIB da China em 2016 foi de US$11,2 trilhões, com uma população de 1,4 bilhão e inflação de 2,1%. As importações de calçados no mesmo ano totalizou US$3,1 bilhões. As exportações do Brasil para o país foi de US$6 milhões.

Entre as informações que mais impactaram, a analista destacou a força do digital na vida dos chineses. “O on-line entrou para a dinâmica de vida deles, é muito mais do que e-commerce, é de maneira sistêmica, está em tudo. O comportamento do consumidor é cada vez mais participativo, querem dividir a experiência com as outras pessoas, dão feedback, compram menos de maneira passiva. Por isso, temos que entender que não vendemos mais produtos, cada vez mais serviços. Para atrair esse mercado tem que pensar em se diferenciar e saber comunicar isso”, disse.

A perspectiva é de que, em 2018, o país asiático ultrapasse os Estado Unidos e se torne a maior economia digital do mundo. O Single’s Day já é o maior evento de compras do mundo e totalizou US$17,7 bilhões em 2016. O cross-border e-commerce representa 21% do total de negócios realizados on-line no mundo, as compras realizadas por esse meio totalizaram US$134,4 bilhões na China.

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