Roda de conversa promove discussão sobre violência contra mulher

Publicado em 06 de dezembro de 2017

Uma roda de conversa marcou as comemorações ao Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra a Mulher, lembrado no dia 25 de novembro. O evento aconteceu na segunda-feira (4/12), na Biblioteca Municipal, pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDC) e o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas). Também teve o apoio da Prefeitura de Birigui e o Coletivo de Mulheres Marias e Marias.

Milene Barbosa de Souza, presidente do CMDC, explica que tratou-se do primeiro evento do conselho. Ele serve para ser um espaço de participação popular, ou seja, a sociedade civil e poder público, com o objetivo de olhar para a situação da mulher no município e propor soluções.

Além disso, promover espaços que fortaleçam a mulher nas superações de violências. “As políticas públicas não contemplam todas as necessidades da mulher, então o conselho tem esse desafio de garantir cada vez mais nossos direitos”, diz Milene.

A assistente de comunicação e marketing Fernanda Mantovani e a diretora administrativa do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (Sinbi) Valdenice Alves fazem parte do conselho, que é composto por 24 conselheiras titulares.

NÃO À VIOLÊNCIA

A assistente social, doutora em ciências sociais e professora do curso de Serviço Social do Unisalesiano Marilda de Oliveira Lemos foi quem comandou o bate-papo. Ela abriu a roda questionando os participantes sobre os tipos de violências contra a mulher existentes. Segundo Marilda, a violência acontece, muitas vezes de maneira muito sutil e deu como exemplo a proibição que algumas religiões impõe sobre o uso do anticoncepcional, que se configuraria como ofensa sexual.

Lembrou das atitudes que as próprias mulheres cometem e que vão contra sua defesa, como por exemplo no caso de uma traição, onde é mais comum a mulher bater, humilhar ou buscar satisfação com a outra mulher do que com o homem. Frases como “Este vestido está muito curto”, “Você não precisa trabalhar”, pode soar à primeira vista um cuidado, mas ela também ressaltou que, sutilmente, podem significar desejo de posse.

Também deu orientações sobre a Lei Maria da Penha (nº11.340/2006) que protege as mulheres contra a violência doméstica ou familiar e torna mais rigorosa a punição aos agressores. Entre suas providências, cria mecanismo para coibir a violência contra a mulher. Em caso de estar vivendo ou conhecer alguém que vive em situação de violência o telefone para denúncia é 180, da Central de Atendimento à Mulher.

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